quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Someday you will find it.


E olhar para os lados e perceber que está tudo ali.
Mas, ao mesmo tempo, não há nada a se fazer.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Get out!

Curto, direto e prático.
Você me perguntou o que eu queria de você, da última vez que me ligou. Eu disse que não queria mais nada, right? Eu me enganei. Eu quero sim algo de você. Eu quero que me faça um favor. Grande e importante pra você, simples e fácil pra você. Desapareça. Isso, suma da minha vida! Quando eu te queria perto, era tão difícil... Por que que logo agora, quando eu te quero o mais longe possível, você me cerca em todos os lugares que eu vou? Go away.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Inferno astral.

Paro e penso. Comemoramos todos os anos a data de nosso nascimento. Comemoramos mais um dia de vida. E o mais irônico: A vida pode estar uma porcaria, você pode estar pensando em se matar. Podemos estar todos em guerra, em luta. Na tal data, tudo para. Falsos sorrisos são estampados nos rostos, em frente as câmeras. Os maiores inimigos se tornam melhores amigos, em uma festa de aniversário. A verdade é que isso é só mais uma desculpa ridícula para encher a cara. C'mon... Não precisamos disso. Enchemos a cara sempre, anyway. Acho que comemoramos esse dia não só pelos motivos mais óbvios. As pessoas devem ter cansado de viver o inferno astral, apenas com péssimos dias de crise de identidade. E é isso que o inferno astral é. Uma fase próxima a data de nascimento, onde tudo fica fodido, sempre. É como uma TPM prolongada, que afeta homens e mulheres, crianças, adultos e idosos. Resumindo, a fase mais fodida do seu ano com certeza. Se for pensar, é até bom arrumarmos uma desculpa pra ficar feliz nesse meio tempo. E isso também explica o porquê dessa data ser tão difícil, sempre. Falo por mim. Nada sai como o planejado e, mesmo se sair, não é divertido. Faz uns três anos que essa data é sinonimo de estresse, na minha vida. E tudo o que eu queria fazer nesse 4 de Fevereiro era fechar os olhos e acordar em um país distante, onde eu não entendesse uma palavra do que ninguém falasse. Com dinheiro pra encher a cara, é claro. Eu queria fazer o oposto. Passar essa data longe de tudo e todos que conheço. Isolada, curtindo apenas o cheiro de cigarro e o gosto da bebida. Me curtindo, sozinha, sem nada pra fazer. Mas parece que ninguém entende. Nunca.

Thai Moretzsohn.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Forever young!

Meu coração bate por você.
O amor em meu peito é algo que ninguém poderá arrancar de mim.
O amor em meu peito é algo que nunca será morto.
O mundo perdeu uma das coisas mais bonitas.





''Que papo é esse, Thai? Aquela, né?!''


Thai Moretzsohn.

Viver e morrer só.




Engulo a seco tudo que me é dito.
Tenho a incansável necessidade de contestar.
Aceitar é simplesmente fácil demais.
Eu quero achar meu jeito, aprender sozinha.
Tentem o quanto quiser.
Nunca serão compreendidos, nunca terão minha atenção.
Meus ouvidos teimam em se fechar pra tudo que me é imposto.
Apenas pelo gosto de fazer do meu jeito.
Esteja certa, esteja errada.
Prefiro cair sozinha que subir por outros.
Ignorem-me.
Deixem-me morrer e viver.
Viver e morrer só.

Thai Moretzsohn.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Admirável vida finita.

Vejo-me pedida quando penso profundamente sobre coisas tão banais, normais.
E se eu não tivesse bebido aquele gole de água? E se tivesse esperado a sede apertar? Apenas para curtir a sensação da falta, da real necessidade. Apenas pra sentir a garganta seca, o organismo cansado.
Se eu não tivesse dado aquele passo, eu ainda teria que ver seus lábios me dizerem palavras mudas?
Se eu não te conhecesse, no que eu pensaria agora?
E, quando acho que vou me livrar de minha mente cansada e incansável, enquanto me dirijo ao meu quarto, sonhando acordada em sonhar dormindo, algo que mudaria meu jeito de pensar em vida pra sempre – ou provavelmente apenas por alguns minutos, ou segundos.
Que ser era aquele que me encarava da porta fechada de meu quarto? Pequeno e inofensivo inseto... Mais vivo do que eu. Mais valente, mais seguro, mais consciente do que eu.
Talvez tenha vindo daí minha tamanha e incontrolável vontade de esmagá-lo com a ponta de meus dedos, apenas para mostrar quem manda.
Depois... Estou louca? Ninguém se sente mal por matar um inseto. Bom... Eu, sim. Ao menos nesses longos segundos de reflexão. Como uma vida pode acabar assim? Sem motivo, sem razão.
Assim, eu posso acabar daqui a um instante.
Alguém pode querer me mostrar quem manda também.
E meu compromisso, pra onde eu ia, as pessoas que não sabem o tamanho do meu sentimento, as palavras que não foram ditas, as coisas que não foram feitas, os sonhos que não foram realizados, as merdas que não foram consertadas?
Sem tempo, sem chance, sem atitude pra nada.
E é aí que enlouqueço, que me fujo dos dedos.
Ainda prefiro dormir.

Thai Moretzsohn.

Salve-se, salve-me.

- Acordar com um telefonema animado, me apressar – teoricamente.
Cigarros, mais uma xícara do pior café forte. Roupas, música no máximo, espelho, mais roupas e mais cigarros. Ônibus, olhares. Sorrisos, abraços. Pressa para a primeira cerveja. Mais algumas, mais várias. Nunca está bom o bastante. Risadas, muitas pessoas ao redor. Olhares, cigarros. Cigarros, o primeiro drink. Música, tequila, um trago. Mais um drink. Fila, olhares, risadas, pessoas, sorrisos, abraços. Babação de ovo, blá, blá, blá. Bebidas, cigarros, mais um trago, a música alta marcada em meu peito. Música boa, amigos (amigos?), diversão. -

Diversão? Será essa diversão real?
Nada disso me atrai nada disso me preenche.
E novamente me encontro perdida na minha própria realidade, talvez não tão real.
Estou sorrindo, mas não estou feliz.
Sou simpática, mas não gosto de você.
Estou ao seu lado, mas não estou ali.
Estou aqui, mas não estou.
Lamento por estar constantemente acordada, apesar de morta.
Sou apenas mais uma vítima de mim.
Morta e aprisionada por mim.
Livre-me de mim. Salve-me de mim.


Thai Moretzsohn.

Solitária madrugada, solitário ser.

Só sabemos se somos realmente felizes numa madrugada solitária.
Hoje, me afundo em papel, caneta, cigarros e álcool. – Não porque acho legal, mas porque preciso disso, pra me manter viva. –
A única coisa que escuto é o som da minha voz distante, que grita meu nome, como se fosse a última coisa que fosse fazer.
Eu tento me salvar, mas já estou tão longe... Minha mente já virou minha mais incansável inimiga. Juntos agora e sempre – corpo e mente – lutam em sua constante guerra. Torço para que a troca dos tiros certeiros aconteça logo.

- ''I DON’T FEEL BETTER
WHEN I’M FUCKING AROUND!

I DON’T WRITE BETTER
WHEN I’M STUCK ON THE GROUND!’’ –


No ultimo volume, é a única coisa que me deixa enxergar meus pés, minhas unhas e a fumaça de meu cigarro se espalhando, por alguns minutos.
Quero voltar.
Silêncio – volto a me perder.
O ar que entra se torna mais freqüente e irritante.
Cada segundo se torna insuportavelmente lento.
Fica escuro, mas eu não me desligo. Não consigo me desligar – nem mesmo por um minuto.
Eterno sono é meu maior almejo.
Imploro pra que possa sair da onde estou. Iria pra qualquer lugar que não fosse aqui.
Imploro pra que seja antes que o que está em mim passe a controlar tudo.
E, sinceramente, não sei mais quanto tempo suportarei, sendo eu, sozinha.


Thai Moretzsohn.

Morta-viva.

Fecho os olhos e penso.
Penso nos olhos e me fecho.
Me fecho até não poder mais me abrir.
Me fecho até esquecer o caminho.
Me fecho até pensarem que a alma que habitava este corpo encontrou a escuridão.
Encontrou a escuridão e, assim, pode viver seu primeiro amor.
Encontrou nela a perfeicão e se viu apaixonada.
Até pensarem?
- Agora penso eu, com a minha lúdica capacidade de pensar em coisas reais.
Imaginar que sou capaz de enxergar é melhor do que aceitar minha loucura.
Então, finjo estar em total controle.
Antes o médico dominar o louco, do que o contrário. -
Essa alma algum dia existiu?
Ou foi apenas mais uma invensão do louco?
Duro não saber se vivo entre os mortos ou os vivos.
Pior saber que estou no meio dos dois.
Parmanecerem intácto. Parado, semi-vivo e semi-morta, até que meus pés aceitem se mover.
Até que possam me levar.
Até que possa existir. x

Thai Moretzsohn.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Venha a mim.

O tempo passa sem pressa, devagar. Passo a passo, pensamentos no ar - sempre os mesmos, eles não vão embora. Qualquer lugar que eu vá, em qualquer hora, qualquer dia, esse pensamento ronda minha vida. Esse pensamento é você. Há dúvidas sobre tudo, tudo. E eu nunca pensei que fosse ter tanto receio de alguém. Tenho medo. E não sei nem do que... Na verdade, sei que você deveria me temer mais do que eu a você, mas o medo não se vai. Eu quero que esclareça as coisas, quero que venha a mim e fale. Quero que venha a mim e fique, venha a mim e não suma de uma hora pra outra. Não precisa de tanto mistério, tanto medo, tanta insegurança. Só venha a mim sem medo, venha a mim e se entregue por completo.

Thai Moretzsohn.